Dicas para iniciar um Blog

Aproveitando o fato de ter migrado para o WordPress, vou fazer um post com dicas de como iniciar um blog, que muita gente tem me perguntado, e já explicando o porquê da troca.

As primeiras dicas são:

  1. seja paciente (no início, parece tempo perdido; quase ninguém acessará)
  2. faça com amor e dedicação (atualize sempre, mas não se cobre muito)
  3. divulgue! divulgue! divulgue! (as coisas não acontecem sozinhas)
  4. trabalhe para melhorar o posicionamento em buscas (seja encontrado)
  5. depois, se for levá-lo a sério, pense em domínio próprio e links patrocinados

Para começar do princípio recomendo que você use uma das plataformas consagradas de blogs:

a) WordPress (mais de recursos, menos funcional, pode ser local)
b) iG Blogs (agora está oferecendo o WordPress)
c) Blogger (fácil de usar, integrado ao Google)

Depois que iniciar, busque ser relevante. Escreva assuntos de interesse e divulgue-os.
Faça-o buscando outros blogs que tenham temas relacionados e ofereça links para eles a partir do seu blog. Avise-os e peça que façam o mesmo. Isso garante relevância aos olhos dos buscadores e gera visitas de usuários interessados no tema.

Utilize ferramentas de redes e relacionamentos como LinkedIn, Naymz, etc., colocando links nelas apontando para o seu blog. Isso irá melhorar o seu ranking nos buscadores (Google) e torná-lo mais relevante. Um dica é as páginas sempre se apontarem mutuamente (cross-link) – isso aumenta muito o ranking.

Última dica: pense sempre em SEO. Então, repita as palavras que são importantes para o buscador e coloque no título da página as palavras através das quais quer que seu blog seja encontrado em um buscador.

Algumas dicas de leituras básicas para trabalhar um blog:

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A força dos bloggs na Viralização

Não deu para, como bloggueiro, ficar de fora da discussão. Muitos me perguntaram o que eu achava sobre a ação da Coca-Cola para a divulgação do seu novo hidrotônico i9 através dos blogs…

Acontece que a Coca-Cola, através de sua equipe de relações públicas, decidiu enviar para 9 blogueiros selecionados no Brasil como formadores de opinião uma mini geladeira personalizada, que se ligava através da porta USB do computador, contendo em primeira mão uma garrafa de i9 – antes de seu lançamento. Quando os blogueiros ligavam a geladeira, surgia um pop up na tela do computador com uma parte diferente do making of do filme de lançamento.

Foi o suficiente para alguns veículos acusarem os selecionados de serem “blogs-de-aluguel”. Nada disso! Ninguém recebeu dinheiro pela ação, a geladeira não foi condicionada a nenhum post e a Coca não direcionou opiniões sobre o produto. Apenas foi habilidosa em proporcionar a alguns formadores de opiniões a experiência com o produto, antes dos demais mortais, para que estes se sentissem privilegiados e motivados a comentar.

Isso se chama “conteúdo publieditorial” em um bom planejamento de marketing e sempre foi feito também nos veículos offline. Ou estes mesmos jornalistas se esquecem agora que sempre receberam brindes, convites para eventos, passagens para assistir ao lançamento de novos produtos? Ou será ainda que eles também se sentiam “jornalistas de aluguel”, nestas situações, ao escrever sobre tais eventos ou produtos? Nenhum dos exemplos, em minha modesta opinião caracterizam nada de errado. Muito pelo contrário! São formas legítimas e inteligentes de se fazer marketing. A única diferença neste recente caso da Coca-Cola é que utilizaram um canal online – e que já tem bastante força. É natural que jornalista “das antigas” não entendam e se sintam preteridos.

Mas, tenho certeza que com o tempo esta discussão não existirá mais pois entenderão que o canal online nada mais é do que a evolução tecnológica dos mesmos meios offline. Também pode e deve ser utilizado para estas ações, com a devida adaptação de linguagem e relacionamento. Mas, os antigos que se segurem pois a tendência e cada vez mais estes novos canais ganharem força por sua credibilidade, por suas características e por sua proximidade com os leitores. A Coca já percebeu isso… É uma tendência irreversível de desconstrução de ícones midiáticos.

Veja o vídeo de lançamento clicando aqui.

Veja um dos sites personilizados para os bloggueiros.

nota do editor: campanha a parte, o produto é bom inclusive; o primeiro hidrotônico que provei sem gosto de soro, parece mais uma H2OH!
(em tempo, antes que me acusem de algo, não tive a sorte de receber uma geladeira)

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Após um mês, qual foi o resultado da ação?
Acredito que melhor que o esperado, pois além da divulgação planejada nos blogs (onde dos 9 escolhidos, 5 publicaram posts), houve uma multiplicação de conteúdos motivados pelo polêmico termo “blogs-de-aluguel”, atingindo aproximadamente 16.900 posts e matérias comentando o lançamento do produto e/ou a campanha de uso dos blogs – quase todos defendendo a ação!
Chegou até mesmo ao O Globo.

Estou participando… Em que devo prestar atenção?

Dando continuidade ao post anterior sobre blogs, gostaria de pensar sobre como uma empresa pode utilizar o seu blog corporativo para reunir informações, gerar conhecimento e alimentar as áreas de inteligência de mercado, comunicação e produtos, dentre outras.

Ele pode retroalimentar o planejamento corporativo com baixos custos, quando comparado a pesquisas de mercado tradicionais. Mas, é preciso saber quais informações devem ser consideradas e como acompanhá-las; sem ficar restrito ao número de visualizações e visitantes. Deve-se ir mais a fundo, avaliando o conteúdo de maior interesse, os geradores de visitas, os tipos de comentários, a geração de buzz word, etc.

No blog podemos antecipar movimentos, necessidades e opiniões dos consumidores. Bem como avaliar o estágio de vida de um produto e testar/refinar a comunicação, através da resposta dos consumidores. A definição das métricas mais relevantes é fundamental. Não existe regra, mas normalmente é possível colher informações após 3 a 6 meses. Alguns exemplos de informações relevantes e como medir são:

• o que está trazendo os usuários ao meu blog (reffers, keywords, eventos offline)
• quais assuntos tem mais eco (comentários por post, conteúdos mais lidos)
• o que gera mais relevância para a marca (publicações de posts na mídia, viralização)
• qual comunicação gera maior efeito (respostas a post, viralização, destino após leitura)
• aceitação de produtos (teor dos comentários a produtos, quantidade de advocates)
• redução da dissonância cognitiva (principais dúvidas, pontos nebulosos, inseguranças)
recall de campanhas (aumento de visitas após veiculações offline, online, newsletter)
• importância de ações regionais (localização dos visitantes, teor local de comentários)
• geração de mídia espontânea (publicação de notícias x publicação de posts)


Tive uma experiência em uma empresa de varejo direto do Brasil, que colheu importantes resultados ao adequar a comunicação e até a oferta dos produtos baseando-se em informações extraídas do blog, como: principais dúvidas sobre os produtos e comentários sobre a complementaridade de produtos da empresa. De posse desse conhecimento, é possível até melhorar os resultados nas lojas físicas, treinando a equipe de vendas com discursos para incentivar a venda casada (cross selling) e reduzir as dúvidas dos clientes, aumentando a taxa de conversão e o ticket médio.

A Boeing, uma das pioneiras na utilização de blogs corporativos, consegue identificar esclarecimento necessários sobre a marca, confusões que clientes fazem em relação ao serviço de empresas áreas e a marca Boeing, e assuntos que geram interesse e mídia espontânea. Randy Tinseth, vice-presidente de marketing da empresa, deu entrevista a revista Exame dizendo que “sempre que publicamos algo a respeito do 787 é um sucesso de audiência; leitores adoram quando mostramos coisas como detalhes da fábrica que está construindo os primeiros modelos”. Tinseth ressaltou ainda como o blog permite uma resposta rápida a ações da concorrência, “a Airbus fez propaganda do A320, dizendo que era maior que o 737; em termos de espaço interno a vantagem é de apenas 0,5 polegada por assento; fizemos essa ponderação no blog da Boeing e foi um sucesso”.

Se para grandes empresas o blog já fornece informações importantes, para as pequenas e médias empresas ele pode ser ainda mais relevante. Pois muitas vezes, esta será a única fonte para empresas sem verbas para pesquisas e estudos externos. Bem trabalhado e preferencialmente integrado ao S.I.M. da empresa, o blog pode auxiliá-la no seu planejamento e medição de resultados. Facilitando o trabalho da área de Inteligência, ao fornecer-lhe novos insumo e permitir o teste imediato de hipóteses.

Estão falando sobre você… Participe!

Que uma empresa deve dialogar com seus clientes é ponto passivo; diz respeito a sua própria sobrevivência. Historicamente, isso pode ser feito pela conversa direta do proprietário com a clientela, utilizando a famosa caixa-de-sugestões, ou através de pesquisa de mercado. Quanto menos uma empresa ouve abertamente seus clientes, mais distante da afeição e da decisão de compra destes ela se torna – assim como a empresa no vídeo da Microsoft.

O que não deve ser ignorado é que as pessoas falam; falam sobre diversos assuntos; falam sobre empresas; falam mais quando insatisfeitas. E funcionários e clientes são pessoas, portanto falarão sobre você e sobre a sua empresa; falarão nos corredores da empresa, no cafezinho, na fila de atendimento ou mesmo em um blog! Sim, agora existe o blog e outras ferramentas participativas, da chamada “Web 2.0“, que aproximam os stakeholders da empresa e criam um ambiente para a troca de opiniões e colaboração em comunidades, redes de relacionamento, blogs, dentre outras.

Este ambiente colaborativo é muito apropriado tanto para o público interno como para o público externo de uma empresa, pois todas as pessoas gostam de ser ouvidas e sentir que sua opinião tem relevância. Por isso, a regra de ouro é dar atenção ao blog corporativo – seja transparente, responda prontamente e tenha atualização constante; não basta criar um e relegá-lo ao limbo, de uma forma estática.
Diversas empresas utilizam este canal de forma consistente e aquelas que dão real atenção ao blog já tem bons cases para contar. Jonathan Schwartz, presidente da Sun Microsystems, mantém um blog desde 2006 e lembra que “a função básica de qualquer líder é comunicar; por meio dos blogs, um líder pode interagir com imediatismo e autenticidade”. Para Schwartz, a única regra importante é ser autêntico!
Mas, publicar um blog é apenas metade do caminho. A outra importante metade é aproveitar o aprendizado através dele, com pessoas dedicadas e ferramentas para geração de relatórios. Cristian Gallegos, gerente de marketing da Locaweb, conta que “após a criação do blog corporativo, as sugestões recebidas de cliente triplicaram e diversas deram origem a novos produtos”. Esta pode ser a forma mais econômica de obter aprendizados, principalmente para pequenas e médias empresas que não dispõem de verbas para pesquisas de mercado.

O grande diferencial do blog é que este pode e deve ser monitorado com relatórios como o modelo acima, fornece a empresa novos insights, serve como um termômetro imediato para a empresa sobre a satisfação com seus produtos ou marcas, e pode até auxiliar na definição do ciclo de vida de uma produto, indicando o momento de relançar um produto para enfatizar as alterações incorporadas por sugestão dos clientes. Assim, o blog pode ser um fator de Inteligência Competitiva para as pequenas e médias empresas.
Embora muitas empresas ainda tenham o receio de abrir um espaço democrático onde correm o risco de receberem comentários negativos, elas devem entender que estes comentários serão feitos de qualquer forma; pois que então tentemos canalizá-los para um ambiente onde a empresa pode observar, aprender e até responder.
Posteriormente, farei novos posts sobre o tema de blogs, selecionando alguns cases interessantes. Aguardem…