O dominio do Google

Acaba de ser publicada nos EUA a pesquisa mensal da comScore, apontando que de maio para junho o Google sofreu leve perda de terreno no segmento de buscas na web, beneficiando seus principais competidores: Yahoo! e Microsoft.

Lá nas terras do Tio Sam, o Google caiu de 61,8 por cento em maio para 61,5 por cento mês passado, enquanto o Yahoo ganhou 0,3 ponto chegando a 20,9 por cento em junho e a Microsoft saltou 0,7 ponto chegando a 9,2 por cento, segundo a comScore.

Aqui no Brasil, no entanto, dados da Predicta apontam que o Google teve crescimento no total de buscas que direcionaram os usuários aos maiores Portais do país, as custas dos seus principais concorrentes.

Na categoria notícias e esporte, por exemplo, o Google subiu de 89,1% para 90,8% das buscas, ao passo que o Yahoo! que em maio tinha 5,4% caiu 1,2 ponto percentual e a Microsoft que tinha 2,5% caiu 0,5 ponto percentual.

Já a soma dos principais buscadores nacionais (Terra, UOL e Globo.com) manteve-se estável com 2,8% das buscas em ambos os meses.

* nota: as busca no Cadê? contam para seu controlador Yahoo! e as buscas no iG contam para o motor do Google

Depois de ser publicado aqui, em primeira mão, acaba de sair em:

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Google, amigo ou inimigo?

Ao assistir na última semana a transmissão de algumas palestras da Reuters Technology & Media Summit, pude observar novamente o temor de empresas em relação ao domínio econômico e de presença do Google no mundo de negócios.

A novidade desta vez foi observar receio em empresas tipicamente do mercado tradicional (não online), como a Nokia Siemmens Networks e o grupo WPP de Publicidade – que cunhou para o Google o termo “frenemy” (friend+enemy).

É pertinente o receio? Depois de no início imaginar se tratar de um exagero, comecei a pensar na minha vida hoje e os contatos com o Google – quase o tempo todo.

Quando vou para qualquer lugar novo, utilizo o Google Maps; a qualquer momento, acesso meu e-mail pelo smartphone, através do Gmail; se preciso acessar algum site novo nem tento a URL, busco logo no Google Search; se em uma mesa de almoço fala-se sobre uma cena de filme, em poucos segundos o telefone 3G a exibe pelo YouTube.

Isso traz mudanças em mercados improváveis como o de logística de entregas (com rotas do Google Maps), o de clipping de notícias (com o iGoogle) ou o de editoras e livrarias (com o Book Search). Isso sem contar as iniciativas que ainda não se sabe até onde irão, como o Google Health, e a plataforma de telefones celulares Android. Será que laboratórios, médicos e fabricantes de celulares não devem se preocupar?

Relatórios da Predicta – líder de mercado em operação de publicidade on-line no Brasil – dão conta que 91% das busca orgânicas (não patrocinadas) que levam a grandes portais têm origem no Google. Observo ainda, em conversas com grandes anunciantes da web, que estes costumam direcionar entre 75% e 85% de sua verba de links pagos para o Google.

O que significa esta onipresença do Google para a publicidade? Esta é a pergunta de um milhão de dólares… Ao mesmo tempo que um eventual monopólio preocupa, é inegável o favor que a empresa presta a este mercado, criando novos pontos de contato com públicos qualificados em situações antes não imaginadas – dirigindo o carro, durante o almoço, no bar, lendo e-mails, etc.

Momentos adequados, nos quais uma marca pode fazer-se presente para os possíveis consumidores, de acordo com a relevância para eles.

Como profissional de inteligência em mídia on-line, ofereço louros ao Google por ter criado estes novos canais; sim criado, pois não foi uma simples substituição de empresas existentes, foi através da inovação e competência. Fico feliz por termos estes novos espaços no inventário publicitário, ainda que receoso de um dia ficar na mão de um só veículo forte.

E você? Também tem medo do “Google-mau”?

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