Para onde o Yahoo! quase vai agora?

Do you Yahoo!? Este foi o bordão que mais me marcou no início da revolução ponto-com. O Yahoo! era precursora deste mercado e a única já capitalizada para fazer propagandas de TV.
Mas, talvez este marco tenha ficado apenas na história, pois ninguém pode ao certo dizer para onde vai o Yahoo!

Após várias quase-revira-voltas neste ano – incluindo uma quase compra pela Microsoft, uma quase parceria com o Google, uma quase fusão com a AOL, alguns lançamentos de produtos quase novos como o Yahoo! Web Analytics e até um quase patrocínio de eclipse – a empresa parece agora sem um rumo definido, sem um posicionamento único para a empresa.

Analisando os dados da comScore, podemos obsevar que desde agosto o Yahoo! perdeu a segunda posição em buscas para o You Tube (empresa do Google), deixando o Google Corp. cada vez mais folgado na liderança de busca de todos os tipos na web. Veja os dados publicados sobre o ranking dos buscadores expandidos dos EUA:

fonte: comScore.com

Enquanto isso, a situação se complica também na cúpula administrativa da empresa, culminando na retirada do fundador Jerry Yang da presidencia da Yahoo! Movimento inevitável desde que começaram as diferenças entre o fundador e os acionistas da empresa, após Yang boicotar a proposta de compra da empresa pela Microsoft a US$ 33,00 por ação – atualmente os papéis estão cotados a US$ 10,63.

A empresa também anunciou um corte de 10% em sua força de trabalho mundial. Mas, o que está realemente claro é que a empresa inovadora que criou modelos como os negócios de Portais, de serviços gratúitos, de buscadores e de marketing online, dentre outros, precisa voltar a inovar e se recriar! Não fazê-lo significa correr o risco de se tornar apenas uma sombra de sua versão melhorada e ampliada – o Google.

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O efeito iPhone

Segundo dados da Anatel, após quatro anos na terceira posição entre as operadores de celular do Brasil, a Claro (25,33%) finalmente ultrapassa a TIM (25,02%) em setembro e se torna vice-líder de mercado, atrás apenas da Vivo (30,03%).

Por acaso ou não, isso acontece justo no mês do lançamento do iPhone pela mesma. Aliás, as duas líderes do mercado hoje são as únicas comercializando o aparelho no país, desde 26 de setembro.

Enquanto isso, dados da PREDICTA (consultoria de marketing online e métricas) apontam o crescimento do acesso móvel a conteúdos online pelo aparelho – e este consumo de dados no celular é justamente a mais nobre fonte de receita das operadoras. Segundo medições da Predicta, após seu lançamento oficial no Brasil, o iPhone pela primeira vez ultrapassou o consumo de dados de todos os demais aparelhos somados.

Parece que a TIM comeu poeira atrasando o seu lançamento do iPhone (anunciado há muito tempo, mas ainda sem data definida), o que prejudica seu posicionamento de mercado e faturamento com serviços de dados.

Quer navegar quanto?

Não é novidade que a Classe C ganha corpo na Internet brasileira e já se apresenta como boa oportunidade (vide campanhas online até de Casas Bahia). Mas, o Terra publicou uma recente pesquisa no Estadão mostrando que em algumas regiões isso não é uma tendência, é uma realidade!No entanto é importante lembrar que a pesquisa foi feita apenas em três regiões metropolitanas do Brasil (São Paulo, Recife e Porto Alegre), portanto não deve ser considerada com retrato da realidade de todo o país.

Highlights:

  • 49,4% dos jovens da classe C das três capitais possuem acesso à rede mundial em casa
  • não existem diferenças significativas entre classes, para o consumo de conteúdo, entretenimento e redes sociais
  • 77,2% dos jovens de classe C com internet residencial têm acesso de banda larga (+100 kbps)
  • a pesquisa apontou um temor maior da classe C em usar o cartão de crédito na internet do que nos consumidores de maior renda
  • o jovem de classe C acessa bastante a internet para fazer pesquisa de preços (49,2%)

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